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Plano de tratamento para atrofia cerebelar

Doença

Plano de tratamento para atrofia cerebelar

A atrofia cerebelar, tecnicamente falando, não é uma doença, mas um achado de neuroimagem. Pode ser observada em diversas condições genéticas ou degenerativas, bem como em certas condições agudas, como cerebelite aguda em estágio avançado e alguns casos de toxicidade medicamentosa. Além disso, pode ser observada em indivíduos clinicamente assintomáticos, principalmente na população idosa. A característica comum é a redução do volume do cerebelo e o alargamento das fissuras cerebelares observados na neuroimagem. A atrofia cerebelar pode ser focal ou generalizada. Como o cerebelo desempenha um papel crucial na regulação do equilíbrio corporal e do tônus ​​muscular, os pacientes com atrofia cerebelar geralmente apresentam sintomas como marcha instável, ataxia e fala arrastada.

    Causa da doença

    1. Genética:
    Ataxia espinocerebelar (AEC).
    Ataxia de Friedreich.
    Atrofia Dentatorubral-palidoluisiana (DRPLA).

    2.Degenerativo:
    Atrofia de múltiplos sistemas tipo C (MSA-C).

    3.Isquêmico-hipóxico:
    Envenenamento por monóxido de carbono.

    4. Toxicidade de drogas:
    Fenobarbital sódico.

    5.Inflamatório:
    Sequelas de cerebelite aguda.

    6. Toxicidade do álcool:
    Degeneração cerebelar alcoólica.

    7. Outros:
    Degeneração cerebelar paraneoplásica.

    Atrofia Cerebelar7c

    Manifestações clínicas

    1.Ataxia: A ataxia é a principal manifestação clínica da atrofia cerebelar. Os pacientes apresentam instabilidade ao ficar em pé, balançando e dificuldade em manter o equilíbrio, geralmente incapazes de ficar em pé sobre uma perna. Sua marcha é instável, com passos de base larga, oscilação lateral e membros superiores flexionados e estendidos como se estivessem prestes a cair. Eles têm má coordenação, com movimentos muitas vezes ultrapassando o alvo, e a caligrafia pode ser trêmula e irregular, com caracteres progressivamente maiores.

    2. Disartria Cerebelar: A fala é lenta, com tons arrastados, monótonos e nasais, lembrando um padrão semelhante ao canto. Isso se deve à falta de coordenação dos músculos articulatórios, como lábios, língua e faringe.

    3. Distúrbios motoros oculares: No início da atrofia cerebelar, os pacientes podem apresentar olhar desconjugado e disfunção oculomotora. Eles podem apresentar tremores grosseiros bilaterais nos olhos, com alguns casos exibindo nistagmo de batimento descendente ou de rebote.

    4.Hipotonia: A hipotonia é observada principalmente em lesões agudas do hemisfério cerebelar e é menos comum em lesões crônicas. Contudo, em alguns casos de atrofia cerebelar, pode haver hipertonia muscular generalizada e progressiva, assemelhando-se a uma paralisia com predominância de tremor.

    5. Manifestações não motoras: incluem deficiências cognitivas e de linguagem. Algumas evidências sugerem uma correlação entre o cerebelo e distúrbios psiquiátricos, como esquizofrenia, transtorno bipolar e comportamentos de dependência.

    Exame

    1. Exame Neurológico:

    (1) Teste Dedo-Nariz: Orientar o paciente a estender e abduzir o membro superior, tocar o nariz com a ponta do dedo e repetir a ação em diferentes direções e velocidades, com os olhos abertos e fechados, comparando os dois lados. A ataxia se manifesta por velocidade e precisão inconsistentes, erros de localização ou necessidade de ajuste para atingir o alvo. Nas lesões do hemisfério cerebelar, a ataxia é mais pronunciada no mesmo lado à medida que o alvo se aproxima, muitas vezes ultrapassando o alvo.

    (2) Teste do calcanhar à canela: o paciente fica em decúbito dorsal e realiza três ações sequencialmente: levantar e estender um membro inferior, colocar o calcanhar no joelho do membro inferior estendido oposto e, em seguida, deslizar o calcanhar pela canela, visando movimentos precisos e movimentos coerentes. No dano cerebelar, levantar a perna e tocar a canela pode ser instável devido à má percepção de profundidade e ao tremor intencional, causando oscilação para baixo.

    (3) Teste de Movimentos Alternados Rápidos: O paciente bate rapidamente nas costas da mão oposta, ou realiza movimentos rápidos de pronação e supinação do antebraço, ou alterna o toque na mesa com a palma e o dorso da mão. Na lesão cerebelar, os movimentos são desajeitados e ritmicamente irregulares.

    (4) Teste de Rebote: Com os olhos fechados, um membro superior é flexionado com força e depois liberado pelo examinador. Nas lesões cerebelares, a má coordenação entre os músculos agonistas e antagonistas pode causar movimentos exagerados, resultando em auto-ataques. Alternativamente, ambos os braços são mantidos à frente e estendidos, e o examinador repentinamente os empurra para baixo e depois os solta. Indivíduos normais podem retornar com precisão à posição original, enquanto aqueles com ataxia cerebelar não conseguem controlar a coordenação entre os músculos agonistas e antagonistas, muitas vezes resultando em movimento excessivo e oscilação prolongada.

    (5) Teste de Apontamento Passado: O paciente estende o membro superior para frente, coloca o dedo indicador no dedo estacionário do examinador, depois levanta a mão verticalmente e a desce para tocar o dedo do examinador. O exame é realizado com o paciente mantendo o membro superior estendido, primeiro com os olhos abertos e depois fechados. Na lesão cerebelar, o dedo do paciente não aponta corretamente para o dedo do examinador, mas ultrapassa.

    (6) Teste de sentar-se: O paciente fica deitado em decúbito dorsal, com as mãos colocadas sobre o peito sem apoio, e tenta sentar-se. Em indivíduos normais, apenas o tronco flexiona e ambos os membros inferiores podem deprimir sem sair da superfície da cama. Em pacientes com lesão cerebelar, ambos os quadris e tronco flexionam simultaneamente, e ambos os membros inferiores se elevam, denominado sinal de cocontração.

    2.Neuroimagem:

    A tomografia computadorizada e a ressonância magnética (RM) podem revelar atrofia cerebelar, caracterizada por fissuras cerebelares aumentadas e alargadas, volume reduzido, aparência de folia ramificada, cisternas cerebelares aumentadas e dilatação do quarto ventrículo.

    Diagnóstico

    O diagnóstico de atrofia cerebelar geralmente não é difícil e geralmente se baseia no histórico médico do paciente, nos sintomas, no exame clínico e nos estudos de imagem.

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